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Estudo indica que mestres ganham mais do que licenciados e diplomados de CTeSP

Prosseguir estudos após a licenciatura pode traduzir-se numa vantagem salarial significativa no mercado de trabalho português. Dados recentes apontam que os trabalhadores com grau de mestre apresentam remunerações superiores às de profissionais com licenciatura e também face a quem possui um Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP), reforçando a ideia de que o investimento em qualificações continua a ter impacto direto na carreira.

De acordo com análises divulgadas por entidades ligadas ao setor da educação e emprego, os jovens trabalhadores com mestrado conseguem alcançar ganhos salariais superiores aos dos licenciados, com diferenças que, em determinados setores e áreas profissionais, podem ultrapassar os 20%, especialmente em áreas como gestão, saúde, direito ou ciências empresariais.

Ter um mestrado representa um salário cerca de 80% superior ao de um trabalhador com apenas o ensino secundário, revela o relatório nacional “Balanço Anual da Educação 2025”, citado pela agência Lusa, que alerta também para desigualdades no acesso aos ciclos mais avançados do ensino superior.

Segundo os dados divulgados, um trabalhador com mestrado ganha em média 80% mais do que alguém com o 12.º ano. Já no caso dos licenciados, a diferença salarial é de 45%. Apesar destes resultados, os investigadores chamam a atenção para a reduzida presença de estudantes economicamente carenciados nos cursos de mestrado, um fator que poderá contribuir para desigualdades no acesso a níveis de qualificação mais elevados.

Os dados reforçam uma conclusão recorrente em vários estudos sobre educação e empregabilidade: continuar a estudar pode representar não apenas mais oportunidades profissionais, mas também melhores perspectivas salariais a médio e longo prazo.

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